rss feed
home
quem somos
portfolio
notícias
contato

notícias

10/09/08   ONGs divulgam nota contra planos nucleares

Confira a seguir a nota de repúdio contra a união Brasil/Argentina em
desenvolver planos de expansão da utilização da energia nuclear.

NOTA DE REPÚDIO DE ONGS E MOVIMENTOS SOCIAIS CONTRA A TENTATIVA DE
NUCLEARIZAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL


Desprezando a opinião pública de seus países, majoritariamente contrária à
construção de usinas nucleares, Lula e Cristina Kirchner anunciam aventura
conjunta no setor

Brasília, 09 de Setembro de 2008

Os governos argentino e brasileiro discutiram ontem em Brasília a criação de
uma empresa binacional voltada para o enriquecimento de urânio, produção de
radioisótopos e desenvolvimento de reatores nucleares.

A iniciativa faz parte de um "Pacote Nuclear" conjunto muito maior,
envolvendo outros 61 projetos no setor, todos elaborados e decididos em segredo,
sem nenhuma consulta às populações, às comunidades científicas ou sequer aos
parlamentos dos 2 países, como nos mais sombrios tempos das ditaduras que
assolaram Argentina e Brasil anos atrás.

Pior, todo o Pacote Nuclear argentino-brasileiro é baseado em planos
megalomaníacos de instalação de 12 a 15 centrais nucleares de enrgia na América
do Sul até 2030, espalhando a aventura nuclear a países como o Chile, Uruguai,
Peru e Venezuela. Nesse sentido, Bolívia e Equador também poderiam vir a
integrar o ról de países envolvidos na proliferação nuclear na América
Latina.

Lamentavelmente, a Argentina, já em complicada situação econômica, decide
"apostar" em uma forma de energia ultrapassada e custosa, retomando as obras de
Atucha II (paralisadas por anos) e anunciando a construção de outras 2 usinas e
impulsionando também perigosíssimos empreendimentos de mineração de
uranio.

O Brasil que, por outro lado, vive um momento de relativa estabilidade
econômica, opta por ressucitar uma indústria nuclear que já foi responsável por
um terço da sua dívida externa na década de 80, tendo custado até hoje aos
cofres públicos cerca de 40 bilhões de dólares, segundo estimativas oficiais.
Cedendo aos delírios de funcionários das estatais do setor nuclear, alguns
militares e uma ultrapassada minoria que vê a bomba nuclear como algo essencial
ao País, além dos interesses comerciais e militares no ciclo do combustível
nuclear, Lula anuncia a construção de Angra III (a um custo de mais 4,5 bilhões
de dólares, além do que já foi gasto com ela) e de outras 6 usinas até 2030,
criando um novo rombo financeiro e – inevitavelmente – encarecendo o preço da
eletricidade para o consumidor. E o Presidente do Brasil é ainda mais
ambicioso: apesar de até hoje não ter sido resolvido o problema dos depósitos
definitivos para o lixo atômico das usinas de Angra I e II, lançou desafio para
que o setor resolvesse em 60 dias o que não consegiu em mais de 50 anos da
industria nuclear mundial.

A atitude dos governos brasileiro e argentino só pode ser caracterizada como
total desprezo pela opinião do cidadão comum da região. É ele quem, em última
instância, deverá pagar a enorme conta dessa "farra nuclear". Mais triste do
que isso, é o cidadão comum que estará mais exposto aos riscos que as usinas e
os depósitos de resíduos nucleares trazem consigo.

Em um mundo em rápida transformação diante das mudanças climáticas, onde
governos, cientistas, empresários e simples cidadãos buscam um novo modelo de
desenvolvimento, baseado em premissas como o uso de fontes de energia renováveis
e limpas, a transparência e participação das populações na tomada de decisões
que afetem suas vidas e a busca da segurança e paz entre as nações, Brasil e
Argentina parecem não perceber a oportunidade de liderança que poderiam exercer,
sujando suas matrizes energéticas, impondo "pacotes nucleares" às suas
populações e fomentando um ambiente de insegurança na região.

Assinam a carta

Brasil:

Núcleo Amigos da Terra/Brasil

SAPÊ – Sociedade Angraense de Proteção Ecológica

ATLAS – Terra de Laranjeiras

4 Cantos do Mundo

APROMAC - Associação de Proteção ao Meio Ambiente / PR

INESC - Instituto de Estudos Socioeconômicos

Ecoa

Rede Alerta Contra o Deserto Verde RJ

Mongue Proteção ao Sistema Costeiro, Peruíbe/SP

CEACON

CDPEMA - Comissão de Defesa da Espécie e do Meio Ambiente,
Guarulhos/SP

FASE – Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional
(FASE)

ISABI - Instituto Socioambiental da Baia da Ilha Grande

APASC - Associação Para Proteção Ambiental De São Carlos

CORES - Comissão Revitalização de Sepetiba

RBJA – Rede Brasileira de Justiça Ambiental

ABREA-Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto

CEA- Centro de estudos Ambientais

AGAPAN - Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural

Instituto Biofilia

InGá – Instituto Gaúcho de Estudos Amnbientais

Associação das Vítimas do Césio 137 (AVCésio)

FURPA - Fundação Rio Parnaíba

AIPA - Associação Ituana de Proteção Ambiental

ONG Preservação de Limeira

IMV - Instituto Madeira

Gambá – Grupo Ambientalista da Bahia

Greenpeace Brasil

ISABI - Instituto Socioambiental da Baia da Ilha Grande

ADEMA - Associação de Defesa do Meio Ambiente de Avaré

Amigos da Terra - Amazônia Brasileira

AMAVIDA - Associação Maranhense para a Conservação da Natureza

ACIA Associação Cunhambebe da Ilha Anchieta

Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres-NEPED/ UFSCar

VERDEJAR - Proteção Ambiental e Humanismo

IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas

Instituto Vitae Civilis

Argentina:

Amigos de la Tierra Argentina

Taller Ecologista

Programa Argentina Sustentable

Bios Argentina

Greenpeace Argentina

Live Gaia

Oikos, Mendoza

Asociación Ecologista Piuke, Bariloche

Asociación contra la contaminación ambiental de Esteban Echeverría

Asociacion Ambientalista EcoLa Paz

Uruguai:

Red Uruguaya de ONGs Ambientalistas

REDES-Amigos de la Tierra Uruguay

Comisión en Defensa del Agua y la Vida

CLAES

CEUTA

Chile:

Instituto de Ecología Política

Chile Sustentable

CODEFF - Amigos de la Tierra Chile

Colombia:

ILSA

CENSAT – Amigos de la Tierra Colombia

Paraguai:

Sobrevivencia - Amigos de la Tierra Paraguay

Outros

COECO – Amigos de la Tierra Costa Rica

Amigos de la Tierra America Latina e Cariba – ATALC

Cono Sur Sunstentable

International Rivers

Rede Virtual - Cidadã pelo Banimento do Amianto na América Latina

Rios Vivos 

< voltar