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notícias
| 17/10/08 | Na Semana da Alimentação, feche a boca e abra os olhos! |
A partir de hoje, Dia Mundial da Alimentação, voluntários do Greenpeace promovem atividades para marcar a data em sete capitais brasileiras. O objetivo é informar o consumidor sobre o a rotulagem de produtos feitos com matéria-prima geneticamente modificada e alertar para a mais nova ameaça à alimentação dos brasileiros: o arroz transgênico.
As atividades serão realizadas em São Paulo, Salvador, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus e Rio de Janeiro, em locais de grande circulação de público (confira a agenda abaixo). Para ilustrar ao consumidor os produtos transgênicos, os voluntários promoverão atividades com os produtos das listas verde (livre de transgênicos) e vermelha (que pode conter transgênicos), contidas no Guia do Consumidor, produzido pelo Greenpeace desde 2002. Serão distribuídos exemplares deste material que tem ajudado a população a se informar sobre a real composição dos produtos alimentícios vendidos no país. Mais de 100 empresas foram contatadas e questionadas sobre a utilização de ingredientes transgênicos em seus produtos: aquelas que não respondem ou que não fazem controle adequado para evitar a contaminação por matéria-prima geneticamente modificada são listadas no guia impresso.
Mas a orientação não pára por aí: também serão fornecidas informações sobre a mais nova ameaça à alimentação do brasileiro, o arroz transgênico. No Brasil, encontram-se liberadas comercialmente seis variedades de alimentos transgênicos, sendo uma de soja e cinco de milho. Agora, a Bayer quer empurrar mais um experimento para o nosso prato: a variedade de arroz chamada Liberty Link 62 (LL62), que nunca foi plantada comercialmente em nenhum outro lugar do mundo. Criada para resistir ao agrotóxico Liberty, também produzido pela Bayer, essa variedade de arroz é muito semelhante ao milho Liberty Link aprovado pela CTNBio em 2007. Essa variedade contou com recurso da Anvisa que apontava diversos riscos à saúde humana, especialmente para gestantes, lactantes e bebês recém-nascidos.
"Neste Dia Mundial da Alimentação, queremos lembrar que todo consumidor tem o direito de não comer alimentos modificados em laboratório. Mais do que isso, todo consumidor tem o direito de saber o que está comendo. A opinião dos consumidores é a forma mais legítima de se dizer que os transgênicos não devem estar nas prateleiras dos supermercados, não devem ser plantados, nem aprovados", afirma Rafael Cruz, coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace. Não existem estudos que comprovem a segurança do consumo de alimentos transgênicos, para a saúde humana. Com a aprovação do arroz transgênico da Bayer, o brasileiro terá potencializada a chance de consumir esses alimentos, que já causam impactos ao meio ambiente como a perda de biodiversidade, aumento do uso de agrotóxicos, aparecimento de ervas-daninhas resistentes e contaminação genética.
Consulte a lista completa de empresas que já se comprometeram a não usar transgênicos em sua linha de produção.
Saiba mais sobre o arroz transgênico e confira a agenda da Semana aqui. www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/noticias/participe-das-atividades-da-se
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Greenpeace Brasil
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