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22/11/08   "A saga dos suíços no Brasil" revela personagens e influências no país

Poucos brasileiros sabem, mas o conhecimento do naturalista suíço Emílio Goeldi, que dá nome ao precioso museu paraense, foi determinante na conquista do território do Amapá contra a França, ainda no século XIX. Em meio à diversidade de origens e povos que compõe a sociedade brasileira, o desembarque desses imigrantes é tão remoto quanto o de portugueses, franceses e espanhóis.

A recém-lançada publicação "A saga dos suíços no Brasil" traz de inédito a contribuição que a presença de certos pioneiros trouxe à cultura, ambiente e economia de nossa sociedade. Permite com isso, construir novos sentidos para diferentes episódios da história do Brasil.

A obra é uma iniciativa da Sociedade Suíça de Beneficência da Bahia (SSBB), depois de mais de 15 anos de pesquisa de campo e documentos, e está voltada ao público em geral, com linguagem simples e imagens de época. O leitor irá encontrar a descrição de acontecimentos pela ótica da integração de culturas, os desafios de agricultores, artesãos, professores, cientistas ou artistas que se depararam com a realidade dos trópicos.

Hoje vivem no país cerca de 18 mil suíços, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e na região Sul. A chegada dos primeiros 14 suíços, em 1557, na Bahia de Guanabara, inaugurou a imigração a territórios tão longínquos como Pará e Maranhão, sertão de Minas Gerais, até os mais desenvolvidos estados do Sudeste.

Entre as contribuições marcantes dos que se estabeleceram em terras brasileiras, estiveram a introdução da cultura fumageira, o plantio de cacau no sul da Bahia, café em São Paulo, a fundação de Nova Friburgo no Rio de Janeiro, de colônias como as da Ilha de Superagüi (onde habitou o pintor Willian Michaud) e sua natureza preservada ou a colônia Helvétia em São Paulo, além do extenso conhecimento em ornitologia, das fábricas de tecidos, e de nomes como Adolfo Lutz e da fábrica Nestlé.

O livro, de autoria de geógrafo e historiador Waldir Freitas Oliveira e é vendido a 35 reais pela Sociedade Suíça. A missão da SSBB hoje é prestar assistência à comunidade suíça no Brasil e apoiar projetos sociais em regiões de maior necessidade.

Maiores informações:

Jacques Delisle

Presidente da SSBB/Salvador

71 9957-3944

delisle@terra.com.br

Heloisa Bio Ribeiro - colaboradora 

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