O IAASTD (Avaliação Internacional sobre Ciência e Tecnologia Agrícola para o Desenvolvimento, na sigla em inglês) publicou na última terça-feira um relatório (http://www.agassessment.org/) atestando claramente que a presente geração de lavouras transgênicas não fornece nenhum caminho para atacar a fome que assola milhões de pessoas em todo o mundo.
O documento foi produzido ao longo de três anos por mais de 400 cientistas de todo o mundo, contando com a contribuição de governos de países ricos e em desenvolvimento, além do setor privado e da sociedade civil,
O relatório também enfatiza a necessidade de se ampliar as pesquisas agrícolas para as funções chave da agricultura, que incluem a proteção do solo, da água e da biodiversidade, bem como a necessidade de se aproveitar o conhecimento tradicional de milhões de pequenos agricultores dos países do Sul. O documento aponta a necessidade de pesquisas visando diminuir as contribuições da agricultura para o efeito estufa e otimizar o papel que a agricultura pode ter na mitigação de alguns dos impactos das mudanças climáticas, e aborda também o fracasso das atuais políticas de mercado para ajudar as pessoas mais pobres do mundo.
-- Reunida esta semana em Brasília a CTNBio informou que irá realizar audiência pública para debater os impactos da liberação comercial do arroz transgênico. Está na pauta da Comissão pedido da empresa Bayer para liberação de sua semente resistente a herbicida produzido também pela empresa (Arroz Liberty Link). A data da audiência ainda não foi marcada.
-- Para o presidente da Comissão Ambiental/Vegetal da CTNBio ninguém pode impedir uma pessoa de plantar algodão transgênico nas áreas onde a cultura modificada é proibida. Para ele, nesses casos, deve ser feito um estudo de impacto ambiental. As zonas de exclusão do algodoeiro transgênico foram definidas pelo Ministério da Agricultura e acatadas pela própria CTNBio.
Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos
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